Serra do Rio do Rastro

Uma Ótima alternativa para um passeio de moto, é a região serrana entre RS e SC. Mesmo no inverno, que foi o caso dessa viagem. Passando pelo interior do Paraná e Santa Catarina, a viagem é acompanhado de belas paisagens , frio, um pouco de lama…mas vale a pena. A serra do rio do Rastro é passagem obrigatória, nunca via algo parecido. Valeu Ana Bárbara, Ana Paula e Thiago.

Chegando em Urubicí, lá pelas 21h, o frio era de congelar e não achamos hospedagem alguma. Hotéis e pousadas, mesmo com valores bem altos estavam lotados. Achamos uma hospedagem que não agradou, e continuamos a procura. De repente uma pessoa informou que uma senhora tinha uma casa para alugar para turistas, foi a salvação da noite, pois se não aparecesse hospedagem teríamos de ir até outra cidade para tentar dormir, e já passava das 22h da noite em pleno inverno. Estávamos muito cansados e com aquela vontade de tomar banho quente e dormir. A casa era ótima, com aquecimentos no quarto, e pela metade do preço dos hotéis. Depois, fomos achar um local p/ comer algo. A cidade estava com turistas que queriam ver a tal neve, mas não teve neve naqueles dias.

No dia seguinte subimos o morro da igrejinha, e o mirante da aeronáutica, onde vemos a pedra furada. Passamos pela serra do corvo brando que é feita por uma estrada de terra sinuosa. E bem no cume dessa serra existe a maior fenda artificial no Brasil. Tiramos a foto para termos uma idéia da dimensão.

Continuamos até chegar em Cambará do Sul no RS. Lá existem os cânions do Brasil. Claro que a noites estava fria, e bem na hora de eu tomar banho a energia acabou. Caiu uma fase e eu tive de achar o dono da pousada p/ mostrar onde estava o interruptor de energia. Ao amanhecer, fomos em direção ao Parque Nacional Aparados da Serra, que fica a 13 km de Cambará do Sul. Faltando apenas 500 m para chegar na entrada do parque que meu amigo caiu na moto dele devido ao péssimo estado da estrada. Era um barro compacto, que fazia escorregar. Eu quis parar a moto no exato momento, mas vi que também ia cair, prossegui até achar um pouco de areia e pode descer em segurança. A moto dele quebrou bem no pedal de câmbio. Não tinha mais como prosseguir. O que faríamos? O guincho para andar 13 km cobraria uns R$200. Fomos procurar algum fazendeiro que tenha camionete ou uma pequena Pick-up. Nada, a maioria era sitiante que não possuíam camionete (antigamente uma camionete era item obrigatório numa fazenda). Enfim, Esperamos mais e apareceu O Pierre, um turista muito gente boa, indo ao cânion, numa pick-up corsa e ele gentilmente nos atenderia, assim que voltasse do seu passeio no parque. Claro aguardamos com muita alegria. Enquanto isso fomos atrás de corda para amarrar a moto na pick-up dele. Pegamos emprestadas as cordas quem um fazendeiro ordenhava as vacas. Isso já passava das 13h, estávamos molhados, mas bem contentes por poder levar a moto para ser reparada.

Chegando em Cambará procuramos por uma oficina mecânica onde foi realizada a solda na peça quebrada. Depois, eu voltei na fazenda para devolver as cordas (de ordenhar vacas) e pegar os R$ 20 que deixamos de garantia para a devolução das cordas. Tudo resolvido, fomos para a pousada pegar as malas e prosseguir até alguma outra cidade. Fomos em direção a Praia Grande-SC. Seguimos no escuro, pouca chuva e chegamos numa serra, que devido a neblina eu não pude saber em que altura estava. Descemos toda a serra com 1º e 2º marcha, pois sem visibilidade e o chão molhado, era arriscado correr. Teve um carro que estava parado e o motorista estava com medo de descer, disse que esperara anós irmos na frente para ele conseguir andar. Era muita neblina.

Chegamos bem em Praia Grande, achamos um bom hotel, e saímos a noite p/ conhecer a cidade. Encontramos uma pizzaria que tinha um videoke, que era mais utilizado pelo proprietário do recinto. Depois de assistir a dupla Goiano e Zé do Dente, uma suposta dupla vindo de Goiás (na realidade eram 2 motociclistas de Curitiba) encerramos o passeio. Só restava dormir e seguir direto para Curitiba pela BR. Ao viajar pelo interior você pode ver paisagens que não vemos quando pegamos uma rodovia interestadual. Apesar dos imprevistos, pois nem tudo sai como planejado, essa viagem eu faria novamente.

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5 comentários

  1. E isso ae Goiano, essa viagem foi muito boa, mesmo com os imprevistos foi uma trip muito show, com pessoas maravilhosas e c certeza fica na saudade….
    lugares lindos, belezas naturais, serras e canions sobre 2 rodas.
    Ficam as lembrancas e que venha a proxima trip….
    Valeu
    Thiago Brusamolin

    1. Gente, foi muito legal!!! que bom recordar!!!!
      Quando vamos fazer outra dessa?
      No ano passado fizemos o roteiro parecido, só que de bike, que também é uma opção de aventura garantida!!
      Saudades dessa trip e de vcs como companheiros de estrada!
      bjss
      Barbara

  2. Muiiittooo bommm relembrar!!! 😀 Foi ótima essa viagem!!!
    Adoreiiii o seu texto elizandro!!!! Algumas coisas eu ja tinha até esquecido, heheh… Como a neblina indo pra Praia Grande, hehe
    E ótima sua seleção de fotos também!
    Abraços!!!
    Paula.

    1. Bom dia Edson, desculpe a demora em responder, mas eu estava de férias e me desliguei do blog.

      Eu não tenho o contato dessa senhora da casa em Urubici. Achamos meio que na sorte naquela noite gelada e faz tanto tempo que nem tenho mais anotações.
      Sinto não poder ajudar dessa vez. desejo uma boa viagem.

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