Que lugar me pertence, que eu possa abandonar!

Amigos, esse é meu primeiro posto no Blog.

No mês de Julho fiz uma viagem, de moto, de Curitiba-PR até o Alto Araguaia-MT. Foram 1300 km de ida. Na realidade, depois de uma semana andei mais 800 até Serra Nova-MT, mas isso é outra história.

Graças a Deus deu tudo certo. Sai de Curitiba em um dia, dormi em Penápolis-SP e no outro dia já estava no Araguaia.

Oeste Paulista

Claro que levei na mala: 2 câmaras de ar; reparador de pneu (caso fure); lanterna; lâmpadas reservas; ferramentas de verdade (não aquelas de latão que a Honda dá de brinde); arame (isso é útil); fita isolante e enfim, materiais que eu venha a necessitar. Ainda bem que de nada necessitei, apenas gasolina.

Apesar de fazer a viagem apenas Deus e eu, olha… valeu a pena. As estradas estavam quase desertas, tirando o Oeste Paulista onde existem plantações de cana e um trecho do Centro-Oeste. O resto foi tranqüilo.

Ah! Mas como uma viagem de vez em quando faz bem, respirar novos ares (sem gripe), ver que existem coisas diferentes acontecendo no Brasil.

Fiquei 4 semanas fora, acho que se demorasse mais não voltaria tão cedo para Curitiba.
É dose você vai ficando no local e quando vê já se acostumou. Eu até assisti aulas com a turma de Jornalismo da UNEMAT. Foi bacana, espero rever o pessoal que conheci.

Lá no Araguaia encontrei 3 motociclistas do RJ que iam para a Amazônia e um deles para Venezuela.

Sempre acontece algo meio trágico que se torna cômico depois de um tempo. Poucos dias antes de voltar, perdi uma mochila com todos documentos…todos, da moto, identidade, carteira de habilitação. Eu nunca andava com documentos, naquele dia  decidi andar como bom cidadão, carregando documentos. A mochila se soltou da grade, caiu e um malandro pegou. Isso foi sábado, anunciei na rádio,  falei com policia civil e federal  para ver o que poderia fazer.  Nada, não posso seguir sem documentos. Na terça-feira,  um filho de uma vizinha deixou a mochila na casa da minha tia, essa tia fez uma oração pedindo que os documentos fossem entregues lá…na porta. Deu certo! O vizinho disse que viu a mochila cair, me chamou mas eu não ouvi. E como eu estava de capacete, ele não sabia quem era o “motociclista”.  Ele não pegou a mochila, mas um vendedor ambulante viu e pegou. Depois ele ele teve de insistir para o cara devolver a mochila.  Enfim, ele entregou a mochila com todos os documentos, pen drive, CD… menos dinheiro, claro!

Decidi viajar na quinta-feira, com intuito de já dormir no Paraná.

Outro fato testou minha paciência na volta. Abasteci em um posto em Marília-SP e peguei uma gasolina adulterada, até aqui ok. Dormi em Ourinhos, e no dia seguinte, aquela gasolina “com lambari” não deixou a moto passar dos 80 km/h.  Tive de parar numa oficina em Jacarezinho e perder 2 horas para limpeza de carburador.

Mas, sobre o restante, nada tenho a reclamar. Não peguei chuva e consegui voltar para Curitiba.

E certamente, assim que pintar outra chance, eu pego a estrada. Penso que você devia fazer o mesmo!

Abs.

5 comentários

  1. Oieee!!! Bem bacana!!!!
    Agora você tem que postar sobre uma outra viagem… a nossa de Curitiba a Cambará do Sul =)
    beijo!

  2. Massa!

    Pior que viajando a gente perde um pouco da sensação de pertencer a um único lugar… nos tornamos uma “pessoa do mundo” conforme Curitiba vai ficando longe…

    Ow, coloca mais fotos aí.

  3. Muito legall a viagem!!
    nossa.. que coisas chatinhas essa que vc realtou no final..mas faz parte.. o bom que no final deu tudo certo! 😀

  4. Hahaha.. que ótimo a viagem … meu tiu vive dizendo como viajar de moto é bom, ele adora motos e carros velhos, eu não poderia dizer para minha mãe, nem em sonhos, que gostaria muito de andar de moto, ela já repreende essa idéia sem eu nem tocar no assunto.

    ?Nunca tive a chance de fazer uma viajem assim, sabe como é, mocinha filha única de mamãe e papai .. puf.. mas eu queria muito levar meus melhores amigos para uma viajem de carro ou moto (inevitavelmente, eu gostaria de levar alguém)

    Acho que preciso aprender a me divertir mais sozinha, como você fez… eu nunca me acostumei com a idéia de fazer coisas sozinha…

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